Nova Conta PIC permite investir em ações, ETFs, fundos e renda fixa por meio de empresas constituídas fora do Brasil; acesso inicial será restrito a clientes convidados.
O BTG Pactual anunciou, na sexta-feira (30 de outubro de 2026), o lançamento da Conta PIC (Private Investment Company), uma nova modalidade de conta internacional destinada a clientes que administram investimentos no exterior por meio de holdings pessoais ou familiares. A novidade permite que essas empresas negociem e mantenham ativos financeiros sob custódia na plataforma internacional do banco, com abertura digital e acesso inicialmente restrito a convidados.
Segundo informações divulgadas pelo portal Eu Quero Investir, a solução integra a modalidade Investimentos das Contas Internacionais BTG e oferece às holdings acesso às mesmas categorias de ativos disponibilizadas aos investidores pessoas físicas.
A iniciativa amplia as possibilidades de utilização dos serviços internacionais da instituição, especialmente para clientes que adotam estruturas empresariais para organizar o patrimônio e planejar sua sucessão.
Nova conta oferece acesso a diferentes investimentos internacionais
A Conta PIC reúne diversas modalidades de investimentos disponíveis no mercado internacional, permitindo que uma holding pessoal ou familiar mantenha diferentes tipos de ativos em uma mesma estrutura empresarial.
Entre os produtos financeiros contemplados estão ações de empresas, fundos de investimento, títulos de renda fixa e instrumentos negociados em bolsas internacionais.
A plataforma também disponibiliza ETFs, fundos que geralmente acompanham índices ou estratégias de investimento; ADRs, recibos que representam ações de empresas estrangeiras; e REITs, veículos de investimento voltados ao setor imobiliário.
Outra categoria disponível são os UCITS ETFs, fundos negociados em bolsa que seguem um conjunto de regras regulatórias europeias.
Com essa variedade, a nova modalidade permite que clientes que já possuem holdings no exterior utilizem a estrutura empresarial para administrar diferentes classes de investimentos por meio das Contas Internacionais BTG.
Abertura será digital e restrita a clientes convidados
Nesta primeira etapa, a Conta PIC não estará disponível para abertura irrestrita. O acesso ocorrerá mediante convite encaminhado pelo assessor aos clientes considerados elegíveis pelo banco.
O procedimento de cadastramento será realizado digitalmente, por meio do portal das Contas Internacionais BTG, sem que o comunicado divulgado detalhe outras etapas operacionais do processo.
Para solicitar a abertura, o interessado deverá cumprir requisitos específicos. Entre eles, possuir uma conta de pessoa física no BTG Pactual Brasil e uma Conta Individual na plataforma internacional da instituição.
Além dessas condições, será obrigatória a existência de uma holding pessoal ou familiar previamente constituída no exterior.
Dessa forma, a nova modalidade foi desenvolvida para atender clientes que já utilizam esse tipo de organização patrimonial, não sendo apresentada como um serviço de constituição de empresas internacionais.
Holdings de quatro jurisdições serão aceitas inicialmente
O lançamento contempla holdings constituídas em quatro jurisdições internacionais: Bahamas, Ilhas Cayman, Ilhas Virgens Britânicas (BVI) e Panamá.
Esses são os locais aceitos pelo BTG Pactual na fase inicial de disponibilização do produto, conforme as informações divulgadas sobre a nova conta.
A exigência de uma empresa já constituída em uma dessas jurisdições representa uma das principais condições de elegibilidade para a utilização da plataforma.
O material de lançamento não informa se outras localidades poderão ser incluídas futuramente, nem apresenta um cronograma de ampliação do acesso para clientes que ainda não receberam convite.
Planejamento patrimonial e sucessório está entre os objetivos
A nova modalidade está relacionada à organização de investimentos internacionais por meio de estruturas empresariais utilizadas no planejamento patrimonial e sucessório.
Uma holding familiar é uma empresa que pode ser utilizada para concentrar e administrar bens ou participações de uma família. No contexto apresentado pelo BTG Pactual, a proposta é possibilitar que investimentos internacionais sejam mantidos por uma empresa sediada fora do Brasil.
Segundo a instituição, essa estrutura já é utilizada por clientes que buscam organizar seus investimentos e o patrimônio familiar.
Renato Moritz, co-CEO da corretora do BTG Pactual nos Estados Unidos, destacou que a novidade amplia as formas de utilização da plataforma internacional do banco.
De acordo com o executivo, a Conta PIC possibilita investir por meio de uma estrutura comum no planejamento patrimonial internacional, oferecendo recursos digitais tanto para o processo de abertura quanto para o acompanhamento dos investimentos.
A iniciativa, portanto, adiciona uma alternativa operacional para clientes que já administram seu patrimônio internacional por intermédio de pessoas jurídicas.
Banco ainda não divulgou tarifas e investimento mínimo
Apesar do anúncio, algumas informações importantes para os interessados permanecem sem detalhamento.
O comunicado de lançamento não apresenta os valores das tarifas aplicáveis à Conta PIC nem estabelece publicamente um investimento mínimo necessário para utilizar o serviço.
Essas informações são relevantes para a avaliação dos custos de manutenção e operação da estrutura de investimentos, especialmente quando considerados os diferentes produtos financeiros disponibilizados.
Também não foram informadas datas para uma eventual liberação da modalidade a um público mais amplo.
Por enquanto, os clientes interessados deverão observar os critérios de elegibilidade estabelecidos pelo banco e o procedimento de acesso por convite.
Com o lançamento, o BTG Pactual amplia sua oferta de serviços de investimentos internacionais para estruturas empresariais de organização patrimonial. Para os clientes que já possuem holdings nas jurisdições aceitas, a principal novidade é a possibilidade de utilizar uma conta digital específica para negociar, manter sob custódia e acompanhar ativos financeiros no exterior.
Fonte: Eu Quero Investir
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